12/12/2010

Síndrome dos Malditos


Adeptos do impulso que corrói a alma,
dispensam convenções quando o delito
tem somente Deus como testemunha.

Tecem benevolência
para saciar-se da fragilidade
dos que cultivam a inocência
como seu maior tesouro.

Manipulam a paz psíquica
quando oferecem seus ouvidos
à confiança ainda ingênua.

Transferem seu desprazer
adornando suas expressões
com a mansidão dos olhares infantis.

Em suas máscaras de integridade
refletem diabólicos sorrisos
ao engolir o escárnio
com a amarga saliva.

Jamais desfrutarão do suprimento da cura,
não silenciarão os embustes que orquestram.
Vultos tortuosos sem juízo de censura
eternamente serão.

Rodrigo Moura © 2010 Todos os Direitos Reservados

Um comentário:

A Poeta de Alcova disse...

Adorei! Reflexivo... beijo