20/12/2010

Um Tapinha Não Dói?

Nossa querida Supernanny aparece quando a criançada está “dominando” os pais; vem socorrê-los porque sabe que aqueles “anjinhos” têm poder para isso. Quando a criança pinta e borda para conseguir o que quer, e consegue, foi graças ao poder exercido sobre os pais.

A Super Cris Poli aparece para ensinar como se livrar desta espécie de domínio sem ter de usar da agressão. Diferente deste método, alguns pais fazem uso do famoso “tapinha” no bumbum como medida opcional para educar seus filhos, e não abrem mão deste direito.

Dias atrás uma pesquisa revelou que a população européia não costuma bater nas crianças como medida educativa, mas em alguns países houve protestos quando decidiram implantar uma lei que proibia de vez esta modalidade, fazendo com que a população se sentisse tolhida desse direito, mesmo sem fazer uso dele.

O fato é que a medida protege as crianças contra os pais que “poderiam” agredi-las drasticamente, e o protesto nada mais era do que uma maneira de ir contra uma lei em que pais não violentos respondessem como se assim o fossem.

É realmente uma injustiça ser incluído neste rol, pois se seu filho extrapolar você saberá corrigi-lo sem que aquele “tapinha” vire uma agressão irreversível. Nem todo mundo tem a sorte de ter pais emocionalmente equilibrados; uma criança que do colo da mãe foi atirada ao chão pelo padrasto bêbado e veio a falecer de traumatismo craniano, não a tinha.

Diante de casos como este não dói nem um pouco abrir mão de um direito em benefício de outrem. Se alguém quer o direito de bater em seu filho, mesmo sabendo o limite para manter a integridade física e emocional deste, tem de saber que dará o mesmo direito àquele que não saberá mantê-las.

Rodrigo Moura © 2010 Todos os Direitos Reservados

Nenhum comentário: