22/09/2011

Amor Entre Máquinas


Superfície lisa reluzindo tinta esmaltada,
forma humana minuciosamente estudada.
Fios conectados na central do pensamento
enviando estímulos após o processamento.

Forma projetada, encaixada como peças de Lego,
dados inseridos na memória personificando um ego.
Hardwares e placas direcionando pulsões elétricas,
frases pré-programadas em sílabas métricas.

A chuva cai e percorre todo um sistema,
provoca uma pane de reações extremas.
Entra em curto, explode e se descontrola.
Solta chamas, estilhaços de aço e molas.

A memória funde embaralhando informações
e o incêndio abrasa dando origem às emoções.
O metal derrete, revela a máquina destruída
e uma nova figura surge da sucata fundida.

Rodrigo Moura © 2011 Todos os Direitos Reservados

3 comentários:

A Poeta de Alcova disse...

AMEI! Tem um ritmo que se intensifica no decorrer dos versos, rimas integradas, final em ápice. Adorei o tema da poesia, as metáforas, para mim, apaixonante. Beijo

A Poeta de Alcova disse...

Ah! A foto casou com a poesia... curti muito, fico olhando para ela e vendo formas variadas, rostos, mãos, corpos...rs

Rodrigo Moura disse...

ANDRÉA...
Metáfora sempre, né? Rsrs...
Essa saiu de uma hora para outra,
revisei pouquíssimo...
A foto é antiga, é do interior da
TV que achei no lixo.
Beijão!!!